A vida foi feita para ser partilhada. Deus quer que
vivamos juntos. A Bíblia chama essa experiência compartilhada de
comunhão. A real comunhão significa muito mais do que apenas aparecer
nos cultos. É ter vida em comum. Ela inclui amar altruisticamente,
compartilhar com transparência, servir nas necessidades práticas, ser
generoso com o sacrifício de si mesmo, consolar compassivamente e todas
as outras orientações uns aos outros encontradas no Novo Testamento. Na
comunhão verdadeira, as pessoas encontram autenticidade.
A comunhão autêntica não é superficial; um papo furado repleto de banalidades. É genuína, de coração para coração; às vezes permitindo partilhar coisas íntimas. Ela ocorre quando as pessoas são verdadeiras sobre quem são e sobre o que está acontecendo em sua vida. Elas dividem suas mágoas, revelam seus sentimentos, confessam suas falhas, dão a conhecer suas dúvidas, admitem seus medos, reconhecem suas fraquezas e pedem ajuda e oração. Na verdadeira comunhão, as pessoas encontram reciprocidade.
Reciprocidade é a arte de dar e receber. É depender um do outro. A Bíblia diz: A forma em que Deus estruturou os nossos corpos é o modelo para compreendermos as vidas reunidas como igreja: todas as partes são interdependentes.(1Coríntios 12.25; Msg.) Mutualidade é o coração da comunhão: edificar relacionamentos recíprocos, dividir responsabilidades e ajudar uns aos outros. Na verdadeira comunhão, as pessoas encontram compaixão.
Compaixão não é dar um conselho ou oferecer uma ajuda rápida e superficial; compaixão é penetrar e partilhar a dor dos outros. A compaixão diz: Compreendo o que você está passando, e o que você sente não é estranho ou absurdo. Hoje em dia algumas pessoas chamam isso de empatia, mas a palavra bíblica é compaixão. Na comunhão verdadeira, as pessoas encontram misericórdia.
A comunhão é uma situação em que opera a graça; em que os erros não são lembrados, mas apagados. A comunhão acontece quando a misericórdia triunfa sobre a justiça.

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